Olá, me chamo Tiago Miranda. Nesses últimos dias estava inquieto como relação à forma que
venho escrevendo, ou melhor, não venho escrevendo. Apesar de passar
horas e horas escrevendo e fazendo anotações sobre o que venho
estudando para concursos, eu sinto que é tudo muito robótico e
automático. Nessas anotações mais “técnicas”, ouso a tentar
usar mais minhas palavras, transpor meu raciocínio para a folha, mas
tenho muita dificuldade de análise e síntese.
Por muito tempo estudando linguagens técnicas, seja sobre teorias,
política, Direito, ou seja lá mais o que for, sinto que falta
exercitar esse lado mais “criativo discursivo”.
Ciente dessa lacuna, tomei coragem e resolvi me dedicar a um assunto
totalmente oposto àqueles que mencionei anteriormente que é sobre a
teledramaturgia, novela.
Em certo momento da minha vida, especificamente no ensino médio, um
professor disse para minha mãe que eu precisava ler mais.
Imediatamente, eu comecei a procurar algo que teria mais facilidade
para gostar, me interessaria mais, pois tenho muita dificuldade de
ficar muito tempo concentrado. Comecei pelo livro do Harry Potter, da
J. K. Rowling. O bom dessa série é que ela começa com livros
“finos” e vão crescendo. Além disso, a linguagem infanto
juvenil é fácil de assimilar para um garoto do ensino médio, com
muitos detalhes, o que aprofunda nosso senso de percepção acerca
das coisas.
A partir daí, progredi pouco, mas entre um livro obrigatório e
outro para o vestibular, eu passei a ler Agatha Christie,
considerando minha atração por mistérios e ficção, e, também,
comecei alguns do Machado de Assis e Eça de Queiroz, mas nunca os
terminei.
Tudo certo no vestibular, entrei para a universidade e fui
arremessado para as teorias. Um verdadeiro tapa porque eram muitos
textos por semana, às vezes muitos relatórios e muitos debates em
prazos exíguos. Me formei, dentro da média, porque sempre fui aluno
mediano. Extremamente esforçado, mas sempre mediano.
Após a colação de grau e longe da loucura que é a universidade,
eu voltei a me interessar pela leitura, inclusive passei a comprar
livros. Com meu próprio dinheiro! Eu acho isso o auge da consciência
que alguém pode ter acerca da importância e da necessidade da
leitura, seja a leitura que for, que fique bem claro. Eu acho até
que rótulo de iogurte é uma leitura válida. Claro, não literária,
mas se uma parte da população se interessasse por isso, teríamos
outros indicadores sociais.
Já li biografia da Madonna, livros de autoajuda do Augusto Cury, do
Charles Duhigg, Markus Suzak, Stephenie Meyer, e vários outros que
comecei e não terminei. Eu adoro modinha e, quando posso, dou uma
olhadinha da lista de mais vendidos da revista Veja ou do The New
York Times. Confesso que me falta coragem me aprofundar em qualquer um do
Shakespeare ou Saramago, por exemplo. Morro de medo ainda. Estou muito longe
desse nível. Enfim...
Caro, leitor, acho que você já percebeu que sou autocrítico. É
por isso que tive a ideia de escrever esse blog, utilizando a tática
que usei no ensino médio como eu te disse mais acima. Minha intenção
é escrever sobre um tema que gosto e outras coisas a mais, exercitar
meu português e entrar em contato com as pessoas. É óbvio que, ao
fazer isso na internet, estou aberto à críticas e sugestões.
Aliás, é um favor que lhe peço. Quero ler as opiniões de todos.
Pretendia fazer um post inicial curto, mas não consegui. Inclusive
afirmo que o próximo, que será especificamente sobre minha paixão
por novelas, será no mesmo estilo que esse. Desde já agradeço sua
“audiência” e peço desculpas pelos erros de português.
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